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Página perdida de manuscrito de Arquimedes é encontrada na França


Uma das três páginas desaparecidas do manuscrito Palimpsesto de Arquimedes, escrito no século X, foi encontrada no Museu de Belas Artes de Blois, localizado no centro da França.

A descoberta foi feita por Victor Gysembergh, pesquisador do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) no Centro Léon Robin para Pesquisa do Pensamento Antigo.

Segundo a pesquisa, o pergaminho contêm diversos tratados de Arquimedes de Siracusa, parte do qual foi apagado na Idade Média para que ele fosse reutilizado em outros escritos.

Sucessivamente preservado em Jerusalém e depois em Constantinopla, o manuscrito foi documentado por meio de fotografias por iniciativa de Johan Ludvig Heiberg em 1906, antes de entrar para uma coleção particular na França e, posteriormente, ser autorizado pelo Ministério da Cultura francês, em 1996, a sua exportação e venda em leilão para um colecionador particular, seu atual proprietário.

Atualmente abrigado no Walters Art Museum em Baltimore, Estados Unidos, o Palimpsesto de Arquimedes foi, durante muito tempo, acessível aos estudiosos apenas por meio das fotografias tiradas em 1906 por Johan Ludvig Heiberg.

No início dos anos 2000, a imagem multiespectral possibilitou revelar textos importantes de Arquimedes, bem como fragmentos até então desconhecidos de obras literárias e filosóficas da Antiguidade.

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Contudo, o manuscrito passou por diversas mãos antes de chegar ao seu atual proprietário, como resultado, as folhas documentadas foram perdidas.

A partir da comparação com as fotografias de Heiberg, agora preservadas na Biblioteca Real Dinamarquesa, Victor conseguiu confirmar que se tratava da folha número 123.

Em um de seus dois lados, um texto de orações cobre parcialmente diagramas geométricos e uma passagem do tratado “Sobre a Esfera e o Cilindro”, grande parte da qual permanece legível.

O outro lado é coberto por uma iluminura adicionada no século 20°, representando o profeta Daniel rodeado por dois leões, sob a qual o texto antigo permanece inacessível até hoje por meio de métodos convencionais de exame.

Com a revelação, o pesquisador planeja realizar as primeiras campanhas de imagem dentro de um ano, utilizando uma abordagem multiespectral combinada com uma série de análises de fluorescência de raios X baseadas em síncrotron, numa tentativa de revelar o texto oculto sob a iluminação.

*Sob supervisão de AR.



Por CNN Brasil

Rubem Gama

Servidor público municipal, acadêmico de Direito, jornalista (MTB nº 06480/BA), ativista social, criador da Agência Gama Comunicação e do portal de notícias rubemgama.com. E-mail: contato@rubemgama.com

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