Presidente do México diz que “não há risco” para a Copa do Mundo no país
Presidente do México, Claudia Sheinbaum afirmou, nesta terça-feira (24), que há “todas as garantias” para a realização da Copa do Mundo de 2026 no país, após a captura e morte do líder de cartel mais procurado do México desencadear onda de violência.
Questionada se o principal torneio internacional de futebol, que deve atrair torcedores do mundo inteiro para partidas na Cidade do México, em Monterrey e em Guadalajara, capital do estado de Jalisco, representaria risco aos visitantes, Sheinbaum respondeu que “não há risco”.
Ela disse que a situação está se normalizando após integrantes de cartel coordenarem uma série de ataques violentos no domingo, depois de uma operação para capturar o líder Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, que terminou com sua morte.
Durante coletiva matinal, Sheinbaum afirmou que novos bloqueios surgiram durante a madrugada, mas ressaltou que as forças de segurança trabalham para restabelecer a ordem.
Governo mantém estratégia de “abraços, não balas”
Sheinbaum tem seguido em grande parte a linha política de seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador, que priorizou o combate à pobreza e às causas estruturais da violência, adotando o slogan “abraços, não balas”.
Perguntada se a morte de Oseguera representaria uma ruptura com essa política, a presidente afirmou que isso não acontecerá.
“A detenção de um suposto criminoso com mandado de prisão pode gerar esse tipo de circunstância, mas buscamos a paz, não a guerra”, declarou.
México sediará 13 jogos da Copa de 2026
Prisões de outros chefes de cartel no estado de Sinaloa também provocaram, nos últimos anos, retaliações violentas, incluindo tiroteios e veículos incendiados.
O México receberá 13 das 104 partidas da Copa do Mundo de 2026. Quatro delas serão realizadas em Guadalajara. O país também sediará amistosos preparatórios antes da abertura do torneio, marcada para 11 de junho.
