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“Wicked: Parte 2”: confira 4 destaques para os fãs do teatro


A aguardada sequência “Wicked: Parte 2” chega aos cinemas nesta quinta-feira (20) carregando expectativas especialmente entre os fãs do musical da Broadway, que há duas décadas transformou a história das bruxas de Oz em um verdadeiro fenômeno cultural.

Com Ariana Grande (Glinda) e Cynthia Erivo (Elphaba) retomando seus papéis, a segunda parte — que engloba o segundo ato do espetáculo dos palcos — promete emocionar o público ao ampliar tramas, aprofundar relações e entregar momentos que dialogam diretamente com quem conhece cada acorde do espetáculo original.

“Wicked” foi um livro lançado em 1995 e adaptado para o teatro em 2003. Suas estrelas originais incluíam Idina Menzel como Elphaba e Kristin Chenoweth como Glinda. A produção original da Broadway venceu três Tony Awards, enquanto o álbum com a trilha sonora recebeu um Grammy.

Ao longo dos anos, o musical foi ganhando novos ares, com novo elenco, chegando a ganhar uma versão até mesmo no Brasil, em 2016, com as atrizes Fabi Bang, como Glinda, e Myra Ruiz, como Elphaba.

A CNN já conferiu o novo longa-metragem e levanta quatro destaques imperdíveis para os amantes do teatro.

Destaques de “Wicked: Parte 2” para fãs da Broadway

Fidelidade continua  — e história aumenta

Assim como o primeiro filme, a fidelidade ao espetáculo da Broadway é um destaque também da nova obra. A quem sabe as tramas, e até mesmo as falas dos personagens, de cor, deve ficar bastante satisfeito. Diálogos clássicos da obra conseguem ser exatamente os mesmos.

“Wicked” de 2024 abordou os acontecimentos exatos do primeiro ato do espetáculo da Broadway — das primeiras interações das bruxas até o clímax com a canção “Defying Gravity”, na qual Elphaba foge e se esconde dos julgamentos de Oz.

novo filme começa exatamente como o segundo ato da peça: com Glinda sendo o rosto da positividade de Oz e Elphaba, a “face do mal”. A trama, ao longo de todo o filme, não muda, os acontecimentos principais e que guiam a história apresentada na Broadway segue a mesma, do início, com “Thank Goodness”, até o fim, com “For Good”.

No entanto, para quem acha o segundo ato “corrido”, no cinema isso muda. No teatro, a segunda parte da história possui apenas uma hora de duração. Agora com duas horas, a produção cinematográfica ganha espaço para aprofundar tramas, personagens e performances musicais.

Histórias apresentadas quase que superficialmente na Broadway, como o destino dos animais capturado e impedidos de falar, têm espaço para brilhar e se apresentarem ao público de forma mais detalhada.

Os dilemas de Elphaba e Glinda também possuem mais substância emocional. As duas possuem mais tempo de tela para que os traumas venham à tona e tragam mais sentido ao jeito e trajetória das personagens.

Mudança no repertório

Performances musicais inéditas, ou seja, exclusivas para o filme, ajudam a contar tudo sobre o novo ato. Talvez o fato mais novo aos fãs do musical que existe há mais de 20 anos. Elphaba ganha um solo sobre sua luta pela retomada de Oz (“No Place Like Home”), enquanto Glinda performa uma canção sobre estar presa à conceitos antigos de ambição — e como ela deve se libertar deles (“The Girl in the Bubble”).

As duas podem demorar um pouco a cair no gosto do público, já que não são as “clássicas que funcionam”, mas aqui há destaque para “The Girl in the Bubble”, que é um grande ápice e virada de chave para Glinda.

Já as faixas amplamente conhecida pelos fãs do musical, como “Thank Goodness”, “No Good Deed” e “For Good”, impressionam, com uma potência ainda maior que a do teatro. Destaque, neste caso, aos vocais de Cynthia Erivo e Ariana Grande, além de potentes, são carregados de emoção.

Stephen Schwartz, compositor original de “Wicked” inova até mesmo nas canções clássicas da segunda parte da história. Ao contrário do espetáculo, “Thank Goodness” ganha uma expansão, com trechos de outras canções: “The Wizard and I”, “What Is This Feeling” e “Popular”.

“Wonderful”, interpretada por Elphaba com o mágico, agora é parte de um trio, com a adição de Glinda à performance musical.

Momentos cômicos do teatro ainda existem

No teatro, dentro da história de “Wicked”, há muito espaço para momentos cômicos e leves, que arrancam até mesmo risadas do público. No primeiro filme, estes momentos eram evidentes, especialmente por parte de Glinda.

Mesmo com história de teor mais sombrio, “Wicked: Parte 2” encontra situações de alívio. Um grande momento visto no teatro e copiado para as telas, por exemplo, é quando as bruxas decidem “lutar” entre si — o que não é lá muito violento.

“Grand finale” com “For Good”

Clayton Davis, da revista Variety, disse que os fãs não estavam “preparados para o dueto de ‘For Good'”. E, de fato, se a música performada por Glinda e Elphaba no ato final da peça, consegue ser emocionante no teatro, no filme ganha novos elementos para evidenciar a paixão que envolve a amizade das duas.

Prestes a terem seus destinos separados, as personagens ganham cenas e falas diferentes do teatro e ainda mais emocionantes. Para fãs que se emocionam com o desfecho da obra da Broadway, algumas lágrimas devem rolar junto aos créditos do filme.

Assista ao trailer de “Wicked: Parte 2”



Por CNN Brasil

Rubem Gama

Servidor público municipal, acadêmico de Direito, jornalista (MTB nº 06480/BA), ativista social, criador da Agência Gama Comunicação e do portal de notícias rubemgama.com. E-mail: contato@rubemgama.com

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