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Tarifa: Brasil pede que EUA poupem alimentos e aviões da Embraer, diz fonte


O governo brasileiro solicitou aos Estados Unidos que excluam produtos alimentícios e as aeronaves da Embraer da tarifa de 50% que planeja impor sobre os produtos nacionais a partir de 1º de agosto, disse à Reuters, na terça-feira (29), uma fonte familiarizada com o assunto.

O pedido foi o principal tópico de discussões recentes entre autoridades brasileiras e norte-americanas, disse a fonte, incluindo três ligações entre o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), e o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, nos últimos dias.

O jornal Folha de São Paulo noticiou o pedido pela primeira vez na segunda-feira (28).

A assessoria de imprensa do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), negou a reportagem, dizendo que o governo está trabalhando para suspender as tarifas em todos os setores.

Mas uma autoridade brasileira, falando sob condição de anonimato para discutir o tópico delicado, reconheceu que o governo tinha algumas prioridades que não podia tornar públicas devido a uma cláusula de confidencialidade nas negociações.

A pasta também quer evitar a percepção de que está trocando alguns setores por outros, disse a fonte. Mas a mesma pessoa acrescentou que alguns setores precisam ser priorizados nas negociações devido à gravidade do impacto em certas áreas.

A Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo, depois da Airbus e da Boeing, é atualmente a principal preocupação do governo, com dezenas de entregas pendentes para companhias aéreas norte-americanas.

A empresa afirmou que uma tarifa de 50% poderia desencadear cancelamentos de pedidos, adiamento de entregas e cortes de empregos, afetando sua receita como a pandemia.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que o governo fará “tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a Embraer”, sugerindo a possibilidade de fornecer linhas de crédito à fabricante de aviões.

Além de aeronaves, os EUA também são grandes compradores de produtos alimentícios brasileiros, como café e suco de laranja.

Os planos tarifários de Trump podem devastar o cinturão cítrico do Brasil, onde as fábricas já estão reduzindo a produção e os produtores de laranja cogitam deixar as frutas apodrecerem devido aos preços baixos.

As tarifas também podem efetivamente interromper o fluxo de café brasileiro para os EUA.



Por CNN Brasil

Rubem Gama

Servidor público municipal, acadêmico de Direito, jornalista (MTB nº 06480/BA), ativista social, criador da Agência Gama Comunicação e do portal de notícias rubemgama.com. E-mail: contato@rubemgama.com

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